Vida longa a Jyn

by Paloma Nascimento – 5 min de leitura

Quem não ama cachorro, gato, chinchila, qualquer animal fofinho com cara de pidão!?
Pois bem, quem vos fala em 24 anos de vida já pode dizer que teve um zoológico em casa e ainda dizer que gostaria de ter junto com ela todos que viu na rua.

Hoje eu tenho duas gatas a Kleiner Schein ( Ponto de Luz em alemão) e a Ayne ( Meus olhos em árabe) sou completamente apaixonada. Elas são filhotes e têm cinco meses e me enchem o peito de muito amor. Nós nos amamos.

Quando eu descobri que ia viajar e deixa-las meu coração quase saiu pela boca. Pois, elas são muito apegadas a mim e principalmente no Bruno. E por serem filhotes ainda ficamos preocupados.  Não seria um, ou dois dias fora, seria mais de uma semana. A Recrutada para cuidar das nossas meninas foi a Poliana – minha irmã gêmea. Ela é estudante de veterinária e não teria outra pessoa mais capacitada para cuidar delas. Uma por que ela ama animal assim como eu e é tia das nossas meninas.

Passamos todas as recomendações e fomos para a cidade El Calafate e, para a mais austral do mundo, Ushuaia.

Nossa primeira parada foi em El Calafate uma cidade de uma avenida principal e cheia de peculiaridades.

El Calafate é uma pequena cidade localizada na província de Santa Cruz, na Argentina, próximo à fronteira com o Chile. Possui aproximadamente 21 132 habitantes. E é puro charme e amor. COMO todos são educados e cheios de alegria. Realmente uma cidade gostosa para viajar com a família. calma, limpa e cheia de cachorros.

SIM, cheia de cachorros, talvez seja por isso que tenha AMADO essa cidade. (risos).

Você deve estar pensando – Mas, cheia de cachorros – deve ser uma zona, cachorros mal cuidados e etc. Não, não. Os cachorros que ficam soltos pela cidade têm donos e ainda são cuidados por todos. Todos tem compaixão e sabem que os turistas amam os bichinhos e que isso já se tornou uma originalidade da cidade de El Calafate.

Toda manhã por volta das 8h da manhã eles ressurgem em cima de caminhonetes onde seus donos os deixam soltos e às 19h eles retornam apenas chamando pelo nome ou assobiando para que eles retornem as suas casas. Eles correm até a caminhonete e pulam na caçamba. Eu nunca tinha visto algo parecido. Foi muito legal ter presenciado essas cenas.

No terceiro dia em El Calafate resolvemos caminhar por volta do lago argentino foi 4km de ida e 4km de volta  – fomos de bike.  Não fomos sozinhos, fomos com um guia local de 4 patas. A Jyn ( demos esse nome a ela – uma Golden) que encontramos na principal rua de El Calafate –  Av. del Libertador Gral. San Martín deitada na frente de um restaurante ( Pietro´s Bar ótimo por sinal – almoçamos nele e jantamos).

Na hora que estávamos indo para locar as bikes para poder fazer nosso passeio. Eu Paloma, como não posso ver nenhum cachorro, fui e fiz carinho na Jyn. Não sei o que deu nela, só sei que depois que fiz uma voz de criancinha fina e falei palavras de carinho ela passou a nos seguir.

Foi onde começou nosso percurso com guia local de 4 patas. Ela não mais desgrudou da gente. Foi algo surreal. Ela corria com a gente de bicicleta, nos obedecia quando parávamos, quando falávamos para correr ela corria, quando era só para caminhar ela só caminhava. E quando era para apreciar ela apreciava a paisagem com a gente. FOI TREMENDO.

A Jyn passou a ser nossa fiel escudeira e nos guiou praticamente a tarde inteira. Do centro ao Lago Argentino foi uns 4km de ida e 4km de volta e ela estava firme e forte. Até quando estávamos chegamos ao Lago pensamos que ela ia embora, sei lá. Na verdade a qualquer momento. Mas, não. Ela esteve conosco a todo momento.

Na volta ela esteve presente também – devolvemos as bikes e fomos “devolve-la” para o lugar aonde ela se apaixonou por nós e nós por ela. Demos tchau e um até logo ( nessa hora meu coração apertou e eu queria muito muito traze-la) e pedimos para ela ficar ali. Porém a criatura não quis e nos seguiu de volta. Foi quando eu e o Bruno decidimos jantar ali.


Na hora de ir embora não vi mais ela.

O que foi um aperto, mas também um alívio… sabe aquela sensação de não deixar a criança chorar. Pois bem, era essa a sensação que tive quando deixei ela.

Caminhamos em direção ao nosso hotel – foi quando tivemos  a surpresa que ela nos viu. E passou a nos seguir novamente. Entramos em lojas para despista-la, pois estava no horário de recolher os cães da cidade. E não queríamos que ela não fosse para a casa.

A nossa tentativa foi invalida. Ela continuou e ate saiu da região que ela estava (nosso hotel era a seis quadras das quadras centrais da avenida).

Seguiu-nos ate que encontrou algo que tirou a sua atenção.

Juro para vocês eu queria ela para mim. Nunca uns dos meus cachorros iriam ter feito o mesmo que ela fez por mim e pelo Bruno. Ter nos acompanhado a tarde inteira.

Eu e o Bruno ficamos estonteantes com a presença dela e acreditamos que foi presente de Deus.

Dedicamos esse texto a Jyn pela incrível criatura que ela é e que um dia possamos nos encontrar novamente. E desejamos que ela encontre outras pessoas para marcar a memória como ela nos marcou.

Vida longa a Jyn.

Um beijo, Paloma Nascimento, uma Jovem Nômade.

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