Como ser feliz: uma atitude simples para viver a vida e divertir-se

by Bruno Marangoni – 6 min de leitura

A vida é uma Brincadeira gostosa para você? Ou é compromisso sério com resultados a serem alcançados?

Lembre-se de quando você era criança. Como era a sensação de brincar a noite de esconde-esconde? Você podia ser quem ficava no poste contando até 100, para depois ir procurar seus amigos, escondido em lugares inusitados. E você também podia ser quem se escondia atrás do caminhão estacionado, em cima da árvore ou até mesmo atrás do próprio poste de luz. Sempre era uma alegria, até mesmo quando você era “pego”.

Tudo era motivo para risos e você sempre estava disposto a brincar, independente dos resultados. O resultado não era o objetivo. Divertir-se era.

O que é que acontece que, quando nos tornamos adultos, os nossos objetivos mudam? Não passamos mais a sermos motivados pela diversão, e sim pelos resultados (até mesmo quando não há diversão, inclusive, quando há sofrimento)?

Acredito que, independente do que nos fez mudar de motivador (de diversão para resultados), o importante é que tornemos conscientes de que podemos voltar a nos orientarmos pela diversão.

Talvez esteja querendo me perguntar: “Mas não passaríamos a termos problemas com isso?”

E eu lhe digo: se estiver preocupado com problemas ainda estará sendo motivado por resultados, e não pela diversão. Quando brincava de esconde-esconde você não se importava com o resultado, não é?

Quando a vida é um jogo de resultados, ela lhe coloca na situação de ganhar ou perder. E se tratando disso, ninguém quer perder.

Quando a vida é uma brincadeira alegre, tanto faz “ganhar” ou “perder”. Aliás, isso nem sequer existe. Você apenas se diverte.

E esse é o ponto.

Provavelmente, já nos primeiros anos de escola, nos foi incutido o conceito de competição. Você devia ser o melhor da turma. Sua equipe devia ganhar o campeonato de jogos estudantis. Você devia ganhar o concurso de oratória. Você devia tirar nota boa (até nas matérias que não são o seu forte) para passar de ano. E assim por diante…

Depois, você devia estar entre os primeiros colocados no vestibular para conseguir entrar no curso de Direito. Você devia conseguir os melhores resultados para conseguir um aumento no trabalho. Você devia, devia, devia, devia…

E assim é que você está hoje, cheio de “deveres” que aprendeu com os outros, sobre o que deveria ter em sua vida. Ou seja, desaprendeu a se divertir e passou a ser orientado pelos resultados com os quais acredita que deve ter em sua vida para ser alguém. Esse alguém passou a ser o resultado que persegue insistentemente e não mais se divertir com a brincadeira.

Se você acha que estou falando bobagem aqui, então, já deveria de ter parado de ler, pois provavelmente você está perdendo seu tempo aqui, ao invés de estar fazendo algo mais sério como perseguir um resultado, para quem sabe, ser feliz, algum dia, quem sabe.. né.. dependendo do resultado.

Deixamos de ser uma criança criativa e alegre para nos tornarmos um imbecil eficaz.

Talvez pense: “mas eu sou feliz, veja só, trabalhei duro e consegui um aumento e estou feliz aqui e agora.”

Não sou contra resultados. Eu mesmo produzo resultado o tempo todo. O que quero que percebam é que inúmeras vezes nossa felicidade pode estar condicionada a um resultado.

A criança que brinca de esconde-esconde não se importa com o resultado. Ela se diverte, é feliz, independente se é “pega” ou se consegue tocar o poste e dizer “1,2,3 pra mim!”

Passamos a ficar triste no jogo da vida. Afinal, não é mais uma brincadeira e sim um jogo. Se nos “pegam” ficamos tristes. Se tocamos o poste e gritamos “1,2,3 pra mim!” ficamos felizes.

Portanto, não há problema em produzirmos resultados e sim e deixarmos nossa felicidade dependente de resultados.

Se nos tornarmos crianças novamente e poderemos tratar a vida novamente como uma alegre brincadeira.

“Mas e os outros, que vão dizer? O que meus professores, familiares, pai, mãe, amigos, chefes, etc, vão dizer?” Eles simplesmente vão simplesmente nos dizer, ou melhor repetir, o que foi dito a eles: “Vocês devem ser alguém na vida, vocês devem ser o número 1, o primeiro, o melhor, blá ,blá ,blá. E depois, se conseguirem, poderão se divertirem comemorando.”

É lógico que vão dizer isso. Não há dúvida.

Ou você entra nessa corrida alucinada guiada pelo resultado e, quem sabe, se conseguir o que deseja, poderá comemorar e ai sim se sentir feliz.

Ou você pode divertir-se agora mesmo independente do resultado.

Não estou, jamais, fazendo apologia a tornar-se um peso morto e ser passivo. Sou completamente a favor de gerar valor para a própria vida, para o mundo e para os outros. Mas não ao preço de abrir mão da felicidade e da alegria em divertir-se enquanto gera valor. Ninguém aqui precisa se sacrificar, tornar-se vítima. É possível gerar valor divertindo-se. Esse é o lance.

Esteja aberto aos julgamentos. Já conte com isso como condição de ser feliz.

Todos irão julga-lo por estar relaxado, se divertindo, sendo criativo e por não estar preocupando-se com os resultados.

Você provavelmente deixará de ser uma máquina eficaz, que reproduz algo alucinadamente, como uma máquina de uma linha de montagem. Será julgado por isso.

Provavelmente você se tornará um criador, que apenas cria pela diversão e pela alegria da ação em si. E será julgado por isso.

Depende do que você quer ser, uma máquina de linha de montagem, orientada pelos resultados, o que, na melhor das hipóteses, será uma copiadora eficaz de outros resultados que mais se parece com um robô.

Ou, ser alguém criativo, alegre e descompromissado com os resultados, que brinca o tempo todo, fazendo o que ama fazer, do jeito que gosta, deixando de lado seus pontos fracos e potencializando seus pontos fortes.

Provavelmente esse segundo tem muito menos haver com um robô. E muito mais haver com um artista.

Quem você acha que é mais eficaz em termos de resultados: um operador que trabalha 80 horas por semana em uma linha de produção recordista ou um compositor como Mozart?

Você acha que Mozart compôs suas sinfonias com pressão nos resultados ou será que ele estava sendo orientado pelo seu senso criativo?

Mozart praticou desde os 4 anos de idade, mas não obteve nenhum grande resultado até seus 21 anos. Imagine só se ele fosse orientado pelo resultado, ou se preocupado com o julgamento alheio! Ele teria desistido. Com 11 e 17 anos, ele fez grandes apresentações, mas ele não foi reconhecido. Só foi ser reconhecido com 21 anos. Ou seja, passou 17 anos até criar sua verdadeira obra de arte.

Fazendo analogia, é como dizer que o adulto que nos tornamos é muito mais parecido com um robô, e a criança que eramos era quase como se fosse um artista.

O Robô é pressionado pelo tempo afim de produzir mais com menos.

O Artista é a divina expressão da sua criatividade e o prazer que sente nisso.

Não há outro convite que eu possa fazer a você, ao não ser o de permitir-se ser como criança novamente, orientada pelo prazer de divertir-se independente dos resultados. Verá que, ao desligar-se da pressão do tempo e dos resultados, sentirá mais prazer em viver a vida e, consequentemente criará mais, será mais expressiva, agregará mais valor a sua vida, ao mundo e as pessoas. Mas isso, literalmente só é possível se você arrancar as pilhas do relógio e joga-las fora.

Não precisa perder o horário com o dentista. Basta apenas esquecer do tempo psicológico. Esse que lhe faz comparar-se com os resultados que os outros produzem em uma linha de tempo. Esqueça disso.

Apenas crie o que está afim de expressar, a sua maneira, no aqui e no agora. Divirta-se. Faça-o por que é divertido.

Para mim, isso é a vida:

uma grande brincadeira. 

Um abraço, Bruno Marangoni, um Jovem Nômade.

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