Como é fazer o Mini Trekking pelo Glaciar Perito Moreno?

by Paloma Nascimento – 7 min de leitura

Oi People’s, como vão vocês? Aqui vai muito bem 😉

Hoje dia 17 de fevereiro o Bruno convidou a Palominha (eu) para passar o resto da vida ao lado dele. Não tem nenhum outro motivo que posso estar mais feliz, não é não!?

Lá no meu blog (clique aqui) eu falo um pouco desse dia tão lindo.

Hoje, além desse motivo mara, vim contar para vocês um dos dias mais massa que vivi com o Bruno. O dia em que conhecemos o Glaciar Perito Moreno em El Calafate –Argentina.

Estava frio – acredito que entre seus 7 graus ventada um pouco. Nosso guia ia passar por volta das 10h30, houve um pequeno atraso, mas nada que causou transtorno. Para quem nos segue no Snap e no Instagram viu nossa espera (Risos).

Fomos os últimos do grupo a serem pegos no hotel (em El Calafate) para ir ao Parque Nacional de Los Glaciares.
Do centro da cidade ao parque vai um tempinho 1h10min, nesse meio tempo o Guia fala sobre o Lago Argentino e sobre o Perito Moreno – Glaciar que estávamos prestes a conhecer.

Chegando à entrada do parque tivemos que pagar a entrada (fora o valor do passeio ) – como qualquer outro ponto turístico.  A entrada é a parte –além do mirante, íamos fazer o mini trekking no Glaciar (Onde adquirimos com a agencia Brasileiros em  Ushuaia).

Feito todo o processo de pagamento nosso, e dos outros turistas que estavam conosco, continuamos a nossa empreitada rumo a uma das vistas mais lindas que já vi na vida.

Nesse meio tempo, do hotel até os mirantes do Glaciar, demorou mais ou menos 1h30.

Quando você desce do ônibus você já sente uma brisa mais gelada… e, nesse dia, eu quando sai do hotel estava meio triste por que estava nublado. Mas, quando chegamos lá o sol abriu e foi lindo.

Caminhamos em direção ao nosso guia, onde ele passara as instruções, e onde tínhamos que nos encontrar com quem faria o trekking.

Instruções passadas e horário de encontro marcado. Eu Palominhaaaaaaaa não via a hora de chegar em frente a essa escultura da natureza.

Caminhamos pelas passarelas que fica dentro da mata com suas devidas sinalizações – ah, é dentro da mata, mas é bem aberto.

Vista de um dos “miradores”

Ali já podíamos avistar o glaciar de longe. E confesso a cada passada de perna era uma sensação de bem-estar e ao mesmo tempo uma sensação de tão pequena. Que a cada passo eu ficava mais pequenininha.

Quando chegamos ao primeiro mirante (se não me engano dos principais eram 3) foi tremendo, nunca tinha visto algo de tamanho e forma de como é o Glaciar Perito Moreno. Que é considerado uns dos maiores do mundo, e que permanecem com sua evolução em tempos de aquecimento global.

Face norte com vista para o Lago Argentino

Se você está pensando em ir conhecer o Glaciar Perito Moreno, então vá, mas vai correndo, pois é maravilhoso é surreal. E Também digo para ir ao verão, pois no inverno é fechado. Por tanto se programe.

Não havia nem começado direito o passeio e eu já estava em êxtase.

Uma espécie de “ponte de gelo” faz a água do Braço Rico ser filtrada para o lado do Lago Argentino

Só para vocês terem noção, quando ficamos de frente com o Glaciar e nos deparamos com aquele paredão imenso (que tem de 40 a 70 metros de altura) não conseguimos imaginar que, a baixo d’água ele chega a ter 120 metros, ou seja, ele praticamente toca o fundo do lago. Só não o toca de fato, pois, ele mantem uma fina camada de água do qual vai deslizando vagarosamente desde lá de cima das montanhas.

Assim que chegamos de barco para começarmos a caminhada até a superfície do Glaciar Perito Moreno

Esse paredão tem 5 quilômetros de largura e 30 quilômetros de comprimento! É uma imensa língua de gelo que desce vagarosamente até o Lago Argentino. Na realidade, ele desce a uma velocidade média de 700 metros por ano!

Além disso, a superfície do Glaciar é maior que a cidade de Buenos Aires! Imenso, não é?

Olha o “tamainho” das “pessoinhas” que estão a 300 metros do paredão de gelo

E se observarmos (in loco ou mesmo pelo Google Maps) dá pra ver que o Lago Argentino (que fica em frente a face norte) tem uma coloração verde mais escuro, que o Braço Rico (que fica de frente com a face sul do Glaciar), e este tem uma coloração verde leitosa.

Mas a água consegue ser filtrada de um lado pelo outro por baixo de uma pequena “ponte” de gelo, que fica na extremidade do paredão de gelo do Glaciar.

Voltamos ao ponto de encontro (deu tempo de entrar no restaurante que tem ali, também com vista para o Glaciar – para comer um lanche, já que eram 14hrs e estava azul de fome, risos). Fomos para o ônibus e, quem iria fazer o trekking, desceu no porto em Braço Rico, para pegar um barco para chegar ate o ponto de acesso ao Glaciar.

Foi massa, por que podíamos caminhar na embarcação. Onde eu fiquei nem 2min sobre ela na parte de fora (risos). O vento estava ainda mais congelante. O Bruno ficou um tempo lá e tirou fotos fantásticas.

Chegando ao ponto de acesso fomos separados em pequenos grupos de 15 pessoas.

Ali cada grupo tinha seu guia. Passamos em um cabana, para deixar nossos pertences e adquirir luvas (ou algo que tínhamos esquecido) para nos aquecer na caminhada que estávamos para fazer sobre o Glaciar Perito Moreno.

Caminhamos ate chegar ao ponto de partida – onde colocamos os “grampones” ( acessório essencial para caminhar sobre o gelo) em uma outra cabana.

Estes são os “grampones” afixados em nossas botas, para nos dar segurança ao caminhar sobre o gelo glaciar

Logo após, nosso guia deu as instruções de como andar sobre o gelo e com aqueles “grampones” que pesam quase 1kg.

Com todas as ações de segurança tomadas, partimos em “fila de índio” atrás do nosso guia e começamos a subir ao Glaciar.

Que sensação gente.

Que vista, que aventura!!!

Posando de diva sobre gelo glaciar

Subindo aquele gelo todo, aquela imensidão a gente nem sabe o que está fazendo direito. (risos)

Eu sempre sendo supervisionada pelo Bruno do jeito que eu sou estabanada.
Aquele dia teve sol/chuva/tempo nublado, só podia ter nevado para ser ainda mais esplêndido (mas, obviamente, não nevou).

Nos braços do Mozão

Paramos em alguns pontos para as fotos as que vocês devem ter visto no nosso Instagram. Além das fotos fantásticas, eu tive duas sensações inéditas pra mim, que vou compartilhar com vocês. Primeira delas foi que eu bebi a agua do Glaciar, sim bebi e não foi pouco – pois é doce e estava super, mega, power gelada ( SIM, COLOQUEI A MÃO NA ÁGUA). A segunda, é quando chegamos ao um ponto que estamos rodeados de gelo e brindamos todos com whisky e comemos um bombom.

Whisky com gelo glaciar

Foi maravida, pois a cada momento era uma imagem diferente, uma surpresa diferente.

Após o nosso brinde, pegamos o rumo de volta a base para tirarmos os “grampones” (Que, na pena de estar indo embora, tiramos mais fotos).

Nessa ânsia de tirar fotos toda hora nosso guia fala: “ Vocês tem sorte, dificilmente tem dias com raios de sol, o que faz o glaciar ficar mais azul e bonito” (Na realidade o gelo Glaciar, que na realidade é neve comprimida, fica tão denso, que quase todo o ar é expelido, e por ser denso, o seu interior não recebe a luz e o faz parecer mais escuro, no caso, azul).

Bebendo a água super gelada que tinha sabor glaciar (risos)

Chegando ao nosso ponto de base, tiramos os “grampones” (o que é um grande alívio, pois é bem desajeito caminhar com ele) e andamos em direção ao ponto que estava nossos pertences.

Ali, esperamos pelo barco para a volta e pegar o ônibus para irmos para casa.

A nossa caminhada do ponto de partida ao caminhar sobre o Glaciar e voltar durou mais ou menos umas 3 horas.

Chegamos em nosso hotel por volta das 19hrs.

Sim, o passeio vale cada centavo e minuto investidos.

Vista sensacional para Braço Rico

Foi maravilhoso e indico para todos que queiram uma experiência para marcar sua memoria a experiência de fazer o mini trekking no Glaciar Perito Moreno.

Só o fato de relembrar a experiência aqui, já volto a sentir a sensação de êxtase.

Não percam a oportunidade de conhecer! Fica a dica pessoal!

Em breve, mais artigos sobre nossas aventuras na “Tierra de Glaciares”, para vocês!

Um beijo, Paloma Nascimento, uma Jovem Nômade.

Bem-vindo ao estilo de vida: Jovem Nômade!

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